Funcionário da Febem e filho são encontrados mortos no Rio

Os corpos do funcionário da Febem Alex Antônio de Oliveira, de 35 anos, e do filho dele, Alex Anderson de Oliveira, de 3 anos, foram encontrados no início da madrugada de domingo num apartamento de um edifício na Praia de Botafogo, na zona sul do Rio. Vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros após perceberem o forte cheiro que saía do apartamento. A porta foi arrombada e pai e filho foram encontrados mortos no interior. O pai estava deitado na cama, que escondia embaixo o corpo do filho.Policiais da delegacia de Botafogo (10ºDP) encontraram no local restos de comida e frascos de um tipo de veneno contra ratos conhecido como chumbinho. Segundo os agentes, os corpos já estavam em decomposição e a morte acontecera há cerca de 4 dias. A delegada que comandou a ação não quis falar sobre o caso. Uma das hipóteses investigadas pela polícia é a de que pai e filho podem ter sido envenenados pela companheira de Alex, cujo nome não foi divulgado. Ela estava viajando e não é vista pelos vizinhos há pelo menos três dias. A mulher foi localizada na Bahia. No entanto, segundo o delegado titular da 10º DP, Rodrigo Santoro, também é forte a possibilidade de o pai ter assassinado o filho e se matado em seguida. "Não podemos descartar nada", disse.Vizinhos contaram que o casal tinha brigas e descrevem a companheira de Alex como madrasta da criança. Segundo Santoro, no entanto, ela é a mãe do menino. O apartamento onde vivia Alex fica no sexto andar do bloco B do edifício conhecido como Rajah, que mudou de nome para Solimar na tentativa de superar a má fama, provocada por um passado de sucessivas ocorrências policiais. Alguns moradores disseram que Alex, agente da Febem de São Paulo, estava de licença médica por causa de problemas cardíacos e teria se mudado para o Rio há cerca de três meses para se tratar. A mãe dele também morava no edifício, mas se mudou recentemente. Ainda segundo os vizinhos, a parceira de Alex viajava muito e não estava sempre no apartamento."Vamos investigar todas as hipóteses. Durante a semana vamos ouvir vizinhos e a mulher dele. A oitiva dela ainda não foi feita, mas conseguimos um contato telefônico e ela já está voltando para o Rio. Será ouvida na delegacia", disse o delegado, que aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) que vão confirmar se a causa das mortes foi mesmo envenenamento por chumbinho.

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