Funcionário de embaixada e turistas são seqüestrados no Rio

Polícia diz não saber se crime foi realmente seqüestro, nem se a vítima continua em poder de criminosos

Ricardo Valota, do estadao.com.br, com O Estado de S. Paulo,

16 Agosto 2008 | 19h56

Um conselheiro da Embaixada do Vietnã no Brasil foi colocado no porta-malas de um carro e levado por criminosos ontem no Rio, segundo o delegado Fernando Veloso, titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat). O funcionário, que ocuparia o cargo de vice-embaixador em Brasília, conforme o delegado, seguia de táxi com parentes, por volta de 11 horas, para visitar o Cristo Redentor. Até as 19 horas, Veloso não tinha detalhes sobre o crime, pois as testemunhas ouvidas por ele não falavam português e um intérprete oficial oferecido pelo Consulado do Vietnã ainda não havia chegado ao hotel onde a família estava hospedada, em Copacabana.   De acordo com informes da imprensa fluminense, o funcionário chama-se Vu Thanh Nam.   O táxi onde estavam o diplomata, seu pai e pelo menos mais um parente foi abordado por homens armados durante uma falsa blitz, segundo o delegado, na estrada que dá acesso ao Cristo, perto do Hotel das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca. Munidos de fuzis, os criminosos usavam toucas e "aparentemente se fizeram passar por policiais", disse Veloso.   "A única certeza que temos é que ele (o conselheiro) efetivamente foi colocado no porta-malas de um carro. Se ele continua em poder de bandidos ou não, isso a gente ainda não sabe dizer", declarou. "Categoricamente, não posso afirmar que houve seqüestro. Pode ter sido uma sucessão de roubos a veículos, e, por algum motivo, eles colocaram uma ou mais pessoas no porta-malas, talvez para fugir com mais segurança."   Outras três pessoas de um grupo de chineses que descia do Cristo a pé também teriam sido rendidas. "As testemunhas são contraditórias. O que sabemos é que três chineses do grupo não foram localizados ainda. Mas não posso afirmar nada. É difícil colher os depoimentos. Várias equipes estão circulando na área e aguardamos mais testemunhas."   Unidades da Inteligência da Polícia Federal e da Secretaria de Segurança foram acionadas. O delegado disse que o conselheiro da Embaixada do Vietnã não fala português direito, estava sem celular, sem dinheiro e sem documentos. O grupo de chineses teria sido atacado antes. Em seguida, a estrada foi bloqueada pelos criminosos.   O Estado procurou a Embaixada do Vietnã, mas não localizou ninguém para comentar o caso. O Itamaraty informou que soube do assunto, mas não tinha detalhes.

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