Funcionários da Daslu protestam contra fechamento de loja

Funcionários da Daslu protestaram nesta terça-feira em frente da Câmara, contra o fechamento da loja, na Vila Nova Conceição, zona sul. Cerca de 100 pessoas pediam que a Câmara aprovasse uma trégua até abril, quando será aprovada a Lei de Zoneamento e os planos regionais. Uma comissão foi recebida pelo presidente da Câmara, José Eduardo Martins Cardozo, para discutir a possibilidade de aprovação de uma norma com esse objetivo.Na semana passada a Daslu foi notificada a fechar uma de suas lojas, na Vila Nova Cocenição, por infração às normas municipais. O que se discute é a questão dos corredores de uso especial, entreeles a João Lourenço, onde está situada a butique. Pelas leis em vigor, nesses corredores não poderiam haver estabelecimentos comerciais, mas apenas prestadores de serviços e show-rooms. A Daslu argunmenta estar na região há cerca de 40 anos. Antes portanto, da aprovação da lei de zoneamento atual. Associação de moradores contestam e dizem que a butique ampliou suas atividades no espaço que ocupa, depois das normasestarem em vigor.Hoje, um dos gerentes da Daslu, Oscar Azevedo Filho, entregou na Câmara, um abaixo-assinado a favor da permanência da loja e contra seu fechamento. ?O que agente veio pedir é que até abril não se feche a loja para que o bairro possa discutir se quer ou não a Daslu ali.? Há um projeto de lei de autoria do vereador José Mentor (PT), que prevê uma anistia temporária para todas as lojas localizadas em corredores de uso especial. Pelo projeto, após o pagamento de uma taxa, as lojas teriam uma licença especial até que a lei de zoneamento, que será votada pela Câmara no próximo ano, decida se as lojas devem ou não permanecer em funcionamento. ProtestoAlém dos comerciantes, professores da rede municipal tambémprotestaram na Câmara contra a votação de um aumento de 2% para o funcionalismo municipal, proposto pelo Executivo. Eles reclamam a reposição da inflação do ano passado e querem ver aprovado o substitutivo do vereador Cláudio Fonseca (PCdoB), que prevê reajuste de 8,16% retroativo a maio. Segundo Fonseca, o aumento proposto pela Prefeitura é insignificante. ?É insuficiente se comparado à inflação e não dá nenhum alento aos servidores.? Além dos 2%, a Prefeitura também propõe aumento de 2,62% em janeiro de 2003 e em janeiro de 2004, e um abono de R$ 300,00 divididos em duas parcelas para funcionários que ganham até R$ 600,00.

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