Funcionários da limpeza urbana de SP tentam evitar a greve

Os coletores, varredores e motoristas da limpeza urbana de São Paulo, voltaram a negociar com os patrões nesta sexta-feira, 23,e, desta maneira, buscam evitar o movimento já aprovado por assembléia de paralisar suas atividades a partir da próxima segunda-feira, dia 26A renegociação está sendo reaberta pelas empresas responsáveis pela coleta do lixo. Os trabalhadores da categoria reivindicam 12% de reajuste salarial e convênio médico gratuito. O entrave das negociações entre funcionários e as empresas levou a categoria a efetuar, desde quarta-feira, 21, operação-padrão na cidade, impedindo a realização de hora extra, o que resultou em acúmulo de lixo nas ruas e avenidas da cidade.Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), Moacyr Pereira, a data-base das categorias é 1º de março, com previsão de recebimento dos novos salários a partir do quinto dia útil de abril próximo. Mas, até agora, a categoria não recebeu a correção da inflação, que está em torno dos 3%."Estamos reivindicando 12% de reajuste para recuperamos o poder de compra dos funcionários", disse o presidente do sindicato. Moacyr afirma que defendeu a proposta de greve da categoria em razão da "provocação patronal em interromper unilateralmente as negociações, sem apresentação de qualquer proposta de reajuste salarial, nem sequer a reposição da inflação".De acordo com o Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Paulo (Limpurb), a cidade gera diariamente mais de 15 mil toneladas de lixo que, aproximadamente, nove mil toneladas são produzidas em domicílios. ManutençãoO sindicato se comprometeu a manter a coleta de lixo hospitalar, das farmácias e postos de saúde. "Tomaremos todas as providências para manter a normalidade na coleta de lixo nos hospitais, farmácias e postos de saúde", explica."Eu lamento tomar esta atitude, porque a categoria sabe das conseqüências da falta de coleta de lixo para a população, principalmente em época de chuvas fortes", afirmou o sindicalista.O presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur), Ariovaldo Caodaglio, disse, em entrevista à Agência Estado, que as empresas protocolaram um ofício que informa que não existe condição de aumentar os salários porque o contrato com a Prefeitura não tem reajuste desde 2003. "Nós estamos há dois meses sem receber da Prefeitura. Mas agora à tarde, vamos retomar as negociações com o sindicato, lançando uma nova proposta", afirmou. "Nós não fizemos nenhuma proposta de reajustar o salário conforme a inflação de 2006. O que o Selur fez foi manter as cláusulas da convenção coletiva que foi expirada em fevereiro deste ano", explicou. Segundo Caodaglio, o objetivo deste novo encontro é apresentar uma nova proposta para negociar a suspensão da greve.

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