Leonardo Augusto/ Estadão
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Funcionários da Vale permanecem presos no interior e na capital de Minas Gerais

Secretaria de Administração Prisional chegou a informar que a prisão teria ocorrido nesta quinta-feira, 15. No entanto, a detenção foi realizada na quarta-feira, 14, e, por erro do sistema operacional, foi registrada com atraso

Leonardo Augusto, Especial para O Estado de São Paulo

15 de março de 2019 | 14h59

BELO HORIZONTE - Os 13 funcionários da Vale e da Tüv Süd, presos nesta quinta-feira, 15, mesmo dia em que conseguiram habeas corpus em caráter liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), seguem detidos nas penitenciárias Nelson Hungria, em Contagem, e Estevão Pinto, na capital. A informação é da Secretaria de Administração Prisional (Seap). Todos são investigados no processo que apura as causas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

De acordo com a pasta, em nota divulgada na manhã de hoje, os alvarás de soltura ainda não chegaram às unidades prisionais. A decisão do STJ, a partir de pedido das defesas dos investigados, foi proferida por volta das 19h30.

Os funcionários da Vale são Artur Bastos Ribeiro, Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo, Cristina Heloiza da Silva Malheiros, Renzo Albieri Guimarães Carvalho, Joaquim Pedro de Toledo, Felipe Figueiredo Rocha, Cesar Augusto Paulino Grandchamp, Rodrigo Artur Gomes Melo, Ricardo de Oliveira e Hélio Márcio Lopes da Cerqueira. Os da Tüv Süd são Makoto Manba e André Yum Yassuda.

Os homens deram entrada no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, ontem, às 21h50. As duas mulheres, no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na capital, às 21h30. A Seap chegou a divulgar nota afirmando que os funcionários haviam dado entrada na Nelson Hungria nesta quinta-feira, às 9h40. Em seguida, no entanto, foi informado que a entrada ocorreu nesta quarta-feira, 14, mas o sistema operacional estava sem rede. Com isso, o registro apareceu somente na manhã desta quinta-feira. 

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