Funcionários de aeroporto furtavam bebidas

Na operação da Polícia Federal (PF) que desmantelou três quadrilhas de tráfico de drogas no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, os policiais descobriram ao menos outros dois crimes praticados por funcionários que trabalhavam no aeroporto: furto de bebidas alcoólicas do estoque dos aviões e pirataria internacional. A operação, encerrada anteontem com a prisão de 58 pessoas, revelou esquema de pagamento de propina a servidores da Receita Federal e da Infraero, além de funcionários de companhias aéreas e seguranças do aeroporto, para que facilitassem o envio de malas com cocaína a países da África e da Europa.Nas escutas telefônicas, os policiais descobriram que vigilantes da empresa de segurança contratada pela Infraero desviavam garrafas de bebida dos aviões para vendê-las na capital a preços abaixo do de mercado. O alvo preferencial eram garrafas de whisky, que eram vendidas pela meta do preço de mercado. "A facilidade com que esses crimes eram cometidos é mostra clara de que a segurança no aeroporto deve ser reforçada", disse o procurador da República Vicente Mandetta.Policiais também descobriram esquema de pirataria internacional praticada por funcionários de empresas aéreas, que gravavam programas de TV para vendê-los no Japão. Entre os mais comuns, estão jogos do Campeonato Brasileiro de futebol."Após análise dos interrogatórios, o que mais chama a atenção é a complexidade dos esquemas de tráfico. São ?peixes grandes?, que pagam até R$ 30 mil a cada remessa entre os funcionários cooptados", disse o procurador. Ainda há três pessoas foragidas.

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