Funcionários de presídio fazem protesto contra PCC

Os funcionários da Penitenciária Estadual Danilo Pinheiro, de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, entram em greve nesta terça-feira contra a falta de segurança e o excesso de controle exercido sobre o presídio pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de São Paulo, Nilson de Oliveira, os presos agridem funcionários e mandam na unidade. A greve de advertência deverá ter a adesão dos 70 agentes penitenciários e cerca de 100 funcionários administrativos. Os 800 presos ficarão sem banho de sol e não receberão visitas de advogados. Segundo Oliveira, os funcionários querem a transferência dos 430 presos do regime fechado - os outros 370 são do semi-aberto - e a volta do diretor Maurício Guarnieri, transferido para a Penitenciária do Estado, na capital. Desde a saída de Guarnieri, no último dia 4, a administração do presídio está sendo exercida interinamente pelo diretor Euclides Pereira. Segundo Oliveira, os presos ligados ao PCC agridem e intimidam funcionários, determinando até o setor onde eles devem trabalhar. Ele contou que domingo os presos decidiram receber as visitas de bermudas, calções e camisetas cavadas, o que não é permitido pelas normas internas da penitenciária. "Isso jamais tinha ocorrido e eles o fizeram para desafiar a administração." O diretor interino confirmou a hegemonia do PCC na penitenciária. "Estamos cruzando informações para saber quantos eles são." Hoje, à tarde, durante uma revista parcial das celas, tinham sido apreendidos estiletes e facas feitos pelos presos e um telefone celular.

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