Funcionários de presídio são denunciados por corrupção em MS

Ao todo, 13 trabalhadores da CPA de Campo Grande são acusados pelo MPE também por formação de quadrilha

João Naves de Oliveira, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2008 | 15h17

A Justiça de Mato Grosso do Sul, acatou nesta terça-feira, 29, a denúncia do Ministério Público Estadual contra 13 pessoas por corrupção e formação de quadrilha na Colônia Penal Agrícola de Campo Grande (CPA). Entre elas, estão os ex-diretores do local Livrado da Silva Braga e Luiz Carlos dos Santos, além dos agentes penitenciários Gilmar de Oliveira Figueiredo, Miguel Coelho e Ricardo Baís Moreira. O grupo recebia dinheiro para acobertar as faltas dos presos que cumprem pena sob o regime semi-aberto na CPA. Uma das provas dessa acusação é a caderneta apreendida pela Polícia Civil, com a tabela de preços cobrados dos presos. Cada noite de ausência custava R$ 20, uma noite e um dia R$ 50, uma semana R$ 250. Entre as anotações estão os nomes dos acusados e as quantias recebidas, figurando várias vezes Livrado da Silva Braga. Os 13 estão detidos na Delegacia de Roubos e Furtos da cidade, desde sexta-feira da semana passada quando foram expedidos 42 mandados de prisão e transferência de 325 dos 560 sentenciados que cumpriam pena no regime semi-aberto da CPA, para um presídio fechado. Na ocasião, foi realizada triagem para levantar o número de internos que não retornaram para a CPA, constando que 180 detentos estão foragidos. Segundo o secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacine, as prisões dos servidores e transferências dos sentenciados para presídio fechado, resultaram na redução do índice de furtos, roubos e assaltos à mão armada em Campo Grande. Acredita que os fugitivos serão todos recapturados e provavelmente perderão o benefício da liberdade condicional.

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