Funcionários de presídios de SP entram em greve nesta quinta

O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP) anunciou o início de uma greve geral nos presídios paulistas a partir da zero hora desta quinta-feira. O sindicato, que congrega mais de 8 mil trabalhadores nas 144 penitenciárias do Estado, confirmou a greve na noite desta quarta-feira depois de esperar em vão por uma resposta oficial da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) sobre reivindicações na categoria, feitas em reunião na tarde de terça-feira entre diretores do sindicato e o secretário Nagashi Furukawa.Entre as reivindicações está a adoção de uma gratificação mensal de R$ 400,00 e permanente, e um pacote com várias medidas de segurança e melhores condições de trabalho, entre elas o aumento do efetivo de pessoal nos presídios, que segundo o sindicato, apresenta um déficit de 50%. O sistema possui hoje cerca de 30 mil trabalhadores, mas segundo o sindicato são necessários mais 31 mil para que funcione em boas condições, sem oferecer risco á segurança dos agentes.Além disso, os servidores pedem a liberação do porte de armas para os agentes penitenciários e a punição para líderes de rebeliões que mantenha agentes reféns e não são punidos depois dos motins. O salário médio dos trabalhadores é de R$ 1.500,00, com a gratificação, esse valor subiria para R$ 1.900,00.O SIFUSPESP reúne, além dos agentes penitenciários, outras categorias de profissionais que trabalham nos presídios do Estado, desde motorista, até assistentes sociais. O sindicato é o maior e o mais influente do sistema: Possui mais de 8 mil associados espalhados por 11 regionais, que vão desde a Baixada Santista, no litoral à Presidente Venceslau, no extremo oeste do Estado.De acordo com a assessoria do SIFUSPESP, o atendimento nos presídios funcionará com 30% do efetivo a partir desta quinta-feira por isso banho de sol e a escolta de presos estão suspensas, assim como as entregas de encomendas aos detentos. Na sexta-feira deverá ser realizada uma assembléia para decidir se haverá visita dos familiares aos presos. Por enquanto, segundo o sindicato, as visitas estão suspensas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.