Funcionários do BB suspeitos de dar golpe de R$ 100 milhões

Pelo menos três funcionários do Banco do Brasil podem estar envolvidos na quadrilha que tentou desviar cerca de R$ 100 milhões da instituição, por meio de transferências para contas de correntistas laranjas. Perícia realizada nesta sexta-feira pela Polícia Federal na agência de Caldas Novas (GO), cidade onde foi originado o golpe, constatou o uso de senhas de três funcionários da agência, que terão de depor no inquérito.Com auxílio do bancário Elson Rezende Marins, funcionário da Caixa Econômica Federal e provável líder da quadrilha, preso em flagrante, os golpistas transferiram grande soma de recursos de um posto de serviços que funciona na Pousada do Rio Quente, em Caldas Novas, para agências do Banco do Brasil em pontos distintos do País. O dinheiro foi parar na conta de correntistas laranjas e doze deles foram presos quando efetuavam o saque no caixa. Até agora, 14 pessoas foram presas em flagrante e outras vinte serão indiciadas no inquérito, mas responderão em liberdade porque escaparam do flagrante.Interrogado hoje, Marins recusou-se a colaborar. Ele ficaria com a maior fatia do dinheiro desviado. Os presos são de Goiás (3), Paraná (7), Ceará (2) e Rio Grande do Sul (2). A Polícia Federal investiga a possível ramificação do grupo em São Paulo, Rio e Minas.O golpe não deu certo porque o sistema de monitoramento do banco identificou as transferências suspeitas. Ele informou que o dinheiro era do Banco do Brasil e não de correntistas, o que denuncia a colaboração interna ao bando. Todos os envolvidos serão processados por estelionato, furto qualificado e formação de quadrilha.

Agencia Estado,

06 de agosto de 2004 | 21h53

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