Funcionários do Judiciário paulista mantêm greve

Os funcionários do Judiciário estadual (22.835 efetivos e 19.401 contratados) decidiram nesta terça-feira, em assembléia geral, na Praça João Mendes, manter greve iniciada no dia 27 por reposição salarial de 54,31%, referente aos últimos sete anos.Os servidores contratados (46% da categoria), que só podem ficar afastados do cargo por 15 dias, sob pena de demissão, assinarão o ponto nesta quarta-feira, para interromper esse prazo, e estarão vestidos de preto em sinal de protesto.Na quinta-feira, reiniciarão a greve. Nova assembléia geral foi marcada para o dia 11.O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Márcio Martins Bonilha, reafirmou que o Judiciário está ?engessado? pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa o teto de 6% sobre a receita líquida, com os gastos com o pessoal.Esse índice atualmente está superado em 0,17%. Segundo Bonilha, o saldo acumulado de reposição salarial é de 24,33%, pois os servidores, desde 95, receberam três aumentos de gratificação, e, no ano passado, abono salarial de R$ 190,00.Para o presidente do TJ, ?os esforços das lideranças sindicais devem ser dirigidos aos setores competentes, tendo em vista a modificação legislativa na matéria?.Acrescentou que são infrutíferas as reivindicações no âmbito da Justiça do Estado, ?que, embora sensibilizada, não dispõe atualmente de meio legal para providenciar a reposição salarial de seus servidores?.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2001 | 17h55

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