Funcionários dos Correios entram em greve nesta quarta-feira

Segundo Fentect, greve tem adesão de 100% dos trabalhadores

Pedro da Rocha e Solange Spigliatti , estadão.com.br

14 Setembro 2011 | 01h41

SÃO PAULO - Os funcionários dos Correios entraram em greve nacional, por tempo indeterminado, a partir desta quarta-feira, 14, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect). Em comunicado, a Fentect informou que a paralisação ocorre por considerar a contraproposta dos Correios às reivindicações insatisfatória.  

 

Segundo  Saul Gomes da Cruz, ntegrante do Comando de Negociações da Fentect, a greve teve adesão de 100% dos trabalhadores em todo o país. "A greve é maciça", comemora Cruz. De acordo com a Fentenct, entre os 35 sindicatos da categoria em todo o país, 34 já confirmaram a adesão, faltando apenas o sindicato de Uberaba, em Minas, confirmar oficialmente a paralisação, explica Saul.

 

Em todo o país, 110 mil funcionários trabalham para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, sendo que de 50 a 55 mil são carteiros, de acordo com dados da Federação. De acordo com Cruz, a população deve ficar atenta sobre a greve. "As agências franqueadas estão funcionando, mas não vão garantir o envio das correspondências, pois os carteiros estão paralisados", explica.

 

A Federação pede aumento salarial real de R$ 400, do vale-refeição/alimentação, piso salarial de R$ 1635 e reposição da inflação de 7,16%, dentre outras reivindicações. De acordo com a Fentect, os Correios ofereceram reposição da inflação de 6,87%, abono salarial de R$ 800 e vale alimentação de R$ 25.

 

Outro lado. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos divulgou uma nota na manhã desta quarta-feira sobre a greve nacional, por tempo indeterminado, dos funcionários.

 

De acordo com a nota, a paralisação foi deflagrada apesar de os Correios oferecer as condições necessárias para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012.

 

Segundo a nota dos Correios, a ECT "vai trabalhar para normalizar a situação o mais rápido possível e está adotando uma série de medidas que garantem o atendimento à população brasileira: contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas extras e trabalho nos finais de semana".

 

 

Atualizada às 10h10

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