Funcionários suspeitam de golpe em Campinas

Um grupo de pelo menos dez pessoas registraram ocorrência no 1o Distrito Policial de Campinas acusando o dono da empresa The Wall, Ralf Escher, de estelionato. Eles teriam sido contratados pelo empresário, mas ficaram desconfiados quando começaram a trabalhar porque o trabalho se resumia a assistir a fitas de vídeo sobre rodeios. Para ser contratados, tiveram que pagar R$ 5 pelo contrato e outros R$ 30 por um curso de aperfeiçoamento. A The Wall, instalada em uma sala alugada no Shopping Andorinhas, em Campinas, não tem registro na Junta Comercial e funciona irregularmente. O proprietário ofereceu empregos para postos variados, de relações públicas e modelos a seguranças e faxineiros. Ele não exigiu nenhum tipo de experiência e prometeu salários entre R$ 300 e R$ 1,2 mil. Alguns chegaram a se apresentar para o trabalho, na sexta-feira passada, mas começaram a desconfiar de uma possível farsa quando não lhes foi atribuída nenhuma função específica. Os "contratados", que entregaram ao empregador apenas cópias de documentos e duas fotografias 3x4, foram encaminhados para uma sala do escritório onde passaram o tempo assistindo aos vídeos. Eles decidiram procurar a polícia e registraram a ocorrência ontem. Segundo Escher, sua empresa trabalha com produção de eventos. Os "contratados" comentaram que ficaram sabendo do emprego por meio de folhetos distribuídos na cidade. O empresário foi levado ao 1º Distrito para depor e negou as irregularidades. Alegou que a The Wall ainda não tem sede própria e, por isso, não foi inscrita na Junta Comercial. Escher alegou também que possui uma outra empresa, do mesmo ramo, regularmente instalada em Rio Claro. De acordo com o empresário, o dinheiro arrecadado seria utilizado para treinar os funcionários. Depois de depor, ele foi liberado, mas a polícia abriu inquérito para investigar o caso. Policiais informaram que pelo menos 300 "contratos" foram encontrados no escritório da The Wall, dos quais 200 com as taxas pagas. O Procon alerta que os candidatos a empregos não devem efetuar nenhum tipo de pagamento a possível contratante, porque isso é irregular. Ainda conforme o Procon, os candidatos devem exigir o registro na carteira profissional desde o primeiro dia de trabalho.

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