Funcionários técnicos da UFRJ entram em greve

A paralisação que interrompeu o semestre letivo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pode estar longe do fim. Nesta quarta-feira, os funcionários técnico-administrativos da universidade entraram em greve por tempo indeterminado.Os servidores reclamam que o Ministério do Planejamento, sem nenhuma explicação, retirou da folha de pagamento de novembro e do décimo-terceiro o percentual de 26,05% referente ao Plano Verão, que, segundo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj), vinha sendo pago desde 1994."Os 26,05% são direito adquirido na Justiça", afirma a coordenadora do Sintufrj, Neuza Luzia Pinto. "O governo jamais poderia ter feito isso, porque se trata de uma ação transitada e julgada em 1998. O percentual deve ser incluído mensalmente no salário da categoria."O sindicato faz, nesta quinta-feira, às 10 horas, uma nova assembléia, para avaliar o movimento. Por causa da greve, estão suspensas as atividades no centro cirúrgico do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, além da marcação de consultas.Segundo a reitoria da UFRJ, a exclusão dos 26,05% da folha de pagamento dos funcionários ocorreu por um "problema administrativo". Nesta quinta, o reitor José Henrique Vilhena irá a Brasília para reparar o erro.Os professores da UFRJ decidem, nesta quinta-feira à tarde, a data em que voltarão ao trabalho, depois de mais de três meses em greve, assim como os docentes da Universidade Federal Fluminense.A categoria condiciona o fim da paralisação ao acordo entre as lideranças partidárias, que garanta a votação do projeto de reajuste salarial em regime de urgência. Somente depois do fim da paralisação será definido o calendário de reposição de aulas e as novas datas para as provas do vestibular das duas instituições.

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