Fundação pode segurar telas na Estação Pinacoteca

Maria Alice Milliet, diretora técnica da Fundação José e Paulina Nemirovsky, que, na quinta-feira, teve roubadas uma pintura de Di Cavalcanti, uma de Lasar Segall e duas gravuras de Pablo Picasso cedidas à Estação Pinacoteca em regime de comodato, diz que propôs ao conselho curador da fundação que se faça seguro de uma seleção de obras emblemáticas do acervo que estão no museu - há telas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Cândido Portinari.''Temos vontade de segurar o acervo, porque há obras de alto valor de mercado'', afirma a historiadora e curadora. Esse projeto faz parte de um ''programa de sustentabilidade'' que Maria Alice vem trabalhando para ações de conservação e preservação do patrimônio.Preocupada com a ''desproteção'' das obras da coleção - cuja exposição na Pinacoteca reabre hoje, após cinco dias fechada -, como diz seu advogado Eduardo Henrique Campi, a filha de José e Paulina Nemirovsky (ambos mortos), Beatriz Nemirovsky, quer entrar com ação para ''exigir a proteção do patrimônio''. ''A iniciativa dela é como cidadã, não há como pretender a titularidade das obras (porque elas pertencem à fundação)'', diz Campi. Na manhã de quinta-feira, antes do roubo na Estação Pinacoteca, um conjunto de seis obras da coleção Nemirovsky que ficava na casa de Beatriz chegou ao museu. A filha do casal tinha contrato de comodato com a fundação para ficar com as seis obras em sua casa.''O comodato dela esgotou em novembro, e ela não pediu a renovação'', afirma a diretora técnica.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.