Furacão ainda tem alvos não revelados, diz procurador-geral

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou nesta quarta-feira, 18, que a Operação Furacão investiga muitas pessoas, inclusive algumas que ainda não tiveram sua identidade revelada. "É uma investigação muito grande. É um complexo de fatos muito grande", disse Souza. Segundo Souza, não estão descartadas medidas drásticas, como quebra de sigilos. "O que precisa ser feito vai ser feito", afirmou o procurador ao ser indagado se vai pedir quebra de sigilos. "Tudo o que for necessário ao esclarecimento pode ser feito, tudo", disse. Atualmente, 25 pessoas estão presas na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O 26º investigado conhecido é o ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que está solto. O procurador afirmou que Medina não é protegido na apuração, apesar de ser o único investigado conhecido que não está preso. Perguntado se Medina está solto apenas porque é ministro do STJ, Souza respondeu: "Na verdade, para se pedir a prisão temporária, tem pressupostos", disse. No caso de Medina, esses pressupostos não existiriam. Ele afirmou que não foi feita operação de busca e apreensão na casa do ministro porque "não havia interesse". O procurador afirmou que nesse primeiro momento Medina não será ouvido. "Nesse momento, nós estamos trabalhando com as pessoas que estão presas", declarou. Questionado se há algum outro ministro do tribunal superior investigado no inquérito, Souza disse: "Nessa investigação, com certeza, não." Souza não quis revelar quais são as próximas providências a serem adotadas no inquérito. "(Serão adotadas) As que forem necessárias. Todo o sucesso é devido ao sigilo. Eu pedi a abertura do inquérito no dia 30 de agosto. O sigilo garantiu o sucesso até agora", afirmou. O procurador disse que foi adotada uma estratégia para manter em sigilo as investigações que se realizaram nos últimos oito meses. Segundo ele, pouquíssimas pessoas sabiam das apurações. No STF, somente sabiam do inquérito o ministro relator, Cezar Peluso, e outra pessoa, informou Souza. "A equipe que operacionalizava as diligências era extremamente reduzida, três ou quatro delegados, e todo o trabalho era feito só entre o procurador-geral, essa equipe e o ministro. O sigilo se garantiu até a última hora", contou.

Agencia Estado,

18 Abril 2007 | 18h22

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