Furlan diz não entender torcida dos empresários na eleição

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, comparou a eleição brasileira ao clássico Boca e River, disputado domingo à noite em Buenos Aires, para responder à pergunta de um jornalista argentino sobre a falta de apoio dos empresários brasileiros à candidatura de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. "Ontem, vocês tiveram uma prova de que as torcidas nem sempre são racionais; às vezes é passional", brincou."No início do jogo Boca e River, Boca tinha o maior apoio, mas no final o buzinaço foi do River", afirmou referindo-se ao favoritismo inicial do Boca, superado com o placar final de 3x0 a favor do River.Indagado se Lula era o River ou o Boca, Furlan respondeu que "eu diria que Lula é o da camiseta da Petrobras", numa referência ao vencedor do tradicional clássico argentino, já que um dos principais patrocinadores do River é a subsidiária da companhia brasileira na Argentina, Petrobras Energía. Ainda utilizando-se de analogia, Furlan disse que "as empresas brasileiras têm se beneficiado nos últimos anos com a política do atual governo". Segundo ele, "as empresas tiveram uma performance extraordinária nos últimos quatro anos: cresceram; aumentaram investimentos; criaram empregos; suas ações na Bolsa triplicaram".Mas, "alguns beneficiários dessa conjuntura positiva tem posição contrária ao atual governo", completou com uma expressão de que "é difícil compreender esse raciocínio". Furlan disse ainda que confia numa vitória de Lula. "Eu acredito que Lula vai ganhar", concluiu o ministro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.