Furokawa admite que rebeliões foram combinadas

Em pelo menos três grandes presídios do Estado de São Paulo, os de Iaras e Avaré e a Casa de Detenção, em São Paulo, os presos foram proibidos nesta segunda-feira de sair das celas, depois que os carcereiros detectaram "situações anormais", segundo o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa. Furokawa disse que a Secretaria havia comunicado, desde o final da semana passada, que todos os presídios deveriam manter-se em alerta máximo e tomar as medidas de segurança que fossem necessárias, pois temiam uma nova onda de rebeliões para marcar a passagem do primeiro aniversário, occorrido nesta segunda-feira, da megarrebelião nos presídios paulistas. A megarrebelião foi comandada pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o secretário, os indícios de rebelião costumam ser detectados com antecedência pelos agentes penitenciários. "Eles convivem com os presos diariamente e sentem quando alguma coisa está fora da normalidade", avaliou.Mesmo com as medidas de segurança tomadas pela Secretaria, 15 detentos foram mortos em motins ocorridos nos presídios de Presidente Bernardes, Ribeirão Preto, Hortolândia, Sorocaba, Assis, são Vicente e no cadeião de Pinheiros, em São Paulo. "Estas situações escaparam, infelizmente, ao nosso controle. Temos 69 mil presos no Estado", justificou Furokawa.O secretário não descartou a hipótese de que algumas das mortes ocorridas nesta segunda tenham sido planejadas por integrantes do PCC, para marcar o aniversário da megarrebelião. "Mas no caso dos três mortos em Hortolândia, essa hipótese esta descartada", disse ele.Três integrantes do PCC foram mortos no presídio de Hortolândia, horas depois de terem sido presos em flagrante, em Sorocaba, quando tentavam resgatar dois presos que se encontravam em um hospital. "Assim que foram colocados nas celas, foram mortos", disse o secretário. Furokawa garante que o PCC está enfraquecido, dentro dos presídios, e por isso não teve condições de articular um grande levante nesta segunda. "Depois da megarrebelião do ano passado, identificamos e isolamos 1.300 integrantes da organização", disse ele. Desde então, na avaliação do secretário, o PCC tem sofrido derrotas sistemáticas também fora dos presídios.

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