Furokawa nega onda de rebeliões e diz que foram 13 os mortos

O secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa, informou, no final da tarde desta segunda-feira, o número de revoltas ocorridas nesta segunda-feira em seis estabelecimentos prisionais do Estado de São Paulo, que resultaram em 13 mortes de detentos.Em Presidente Bernardes, um detento foi morto. Em Ribeirão Preto, dois; três em Hortolândia, três em Sorocaba, outros três em Assis e um em São Vicente.O secretário afirmou que as mortes não configuraram uma nova onda de rebeliões, como a ocorrida há exatamente um ano em 22 presídios do Estado. "Na verdade, ocorreu apenas uma rebelião no CDP (Centro de Detenção Provisória) do Belém, em São Paulo. Nas demais, o que ocorreu foi briga de facções, que resultaram nas mortes", disse ele.De acordo com o secretário, no CDP do Belém, os amotinados também pretendiam executar presos que se encontravam no chamado "seguro", ala que abriga presos ameaçados de morte por outros detentos. Quando a rebelião estourou, 46 presos que se encontravam no "seguro" escaparam pelo telhado e pularam para um dos pátios. Nove deles sofreram fraturas, informou o secretário. "Quando viram que não conseguiriam pegar os detentos que queriam, os amotinados suspenderam a rebelião" afirmou Furokawa.

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