Furto de cabos de energia pára empresas na região do Brás

Segundo AES Eletropaulo, foram roubadas 3 toneladas de fios este ano

Elisangela Roxo, O Estadao de S.Paulo

14 de novembro de 2007 | 00h00

Furtos de cabos subterrâneos na Avenida do Estado têm provocado quedas de energia constantes na região da Rua Maria Domitila, no Brás, zona leste de São Paulo. Comerciantes já pensam em colocar geradores para não correr mais o risco de ficar no escuro. De acordo com a AES Eletropaulo, foram levadas 3 toneladas de cabos, o que causou a paralisação do comércio da região em pelo menos dez vezes, somente este ano.O empresário Fausi Hamuche, da Hamuche Jeans, calcula uma perda média de R$ 30 mil por dia na fábrica. Ele explica que a energia costuma demorar horas para voltar. "É um prejuízo que não se recupera", diz. Nesta segunda-feira, a força acabou às 10h30 e voltou por volta das 15 horas. Hamuche ressalta que as quedas de energia provocaram a perda de clientes importantes porque a empresa não conseguiu entregar encomendas no prazo. Ele não descarta nem a hipótese de ter de demitir pessoas por causa das perdas que teve até agora. "Se a nossa demanda não for satisfatória, teremos de nos adequar", diz. Outros comerciantes do Brás acreditam que um gerador pode ser útil. O gerente da Rickplast Comércio de Plásticos, Edmir Nakamura, mandou fazer orçamento. Ele explica que trabalha com um sistema informatizado. "Ficar sem energia por aqui é como fechar as portas." Já o vendedor da Kamurtex, comércio de insumos químicos para estamparia, Wendel da Silva, conta que a rede elétrica da loja foi trocada há alguns meses para tentar amenizar a falta recorrente de energia. ELETROPAULOPor meio de sua Assessoria de Imprensa, a AES Eletropaulo informou que a empresa registrou boletim de ocorrência em abril, por causa da freqüência nos furtos de cabos e da violação de galerias. "Segundo os técnicos, pontos do subsolo foram escavados para possibilitar o furto de cabos subterrâneos", diz a nota. A concessionária informa também que participa de reuniões com os comandos dos batalhões da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana para buscar soluções e "minimizar esse tipo de ocorrência".

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