Furto de carros dobra em 2 anos

Criminalidade no câmpus aumentou com a saída da PM

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2008 | 00h00

Estatísticas da guarda universitária mostram que a criminalidade vem crescendo dentro do câmpus. O número de furtos de veículos dobrou de dois anos para cá. Em 2006, eram 4 a 5 casos por mês. Em 2008, esse registro chegou a 10 por mês. Os furtos e roubos são crimes que preocupam. Só neste ano já aconteceram 290 casos. Para a administração, a situação é grave e justifica um investimento em segurança. Na avaliação do prefeito da Universidade de São Paulo (USP), professor Adilson Carvalho, a criminalidade na Cidade Universitária piorou depois que a Polícia Militar deixou o câmpus, há dois anos, após uma greve. Segundo ele, isso aconteceu depois de um incidente envolvendo grevistas. O comando da PM considerou a situação constrangedora e decidiu retirar seus homens da USP, dizendo que eles só retornam quando a universidade deixar claro que "a comunidade deseja a presença dos policiais". De lá para cá, as ocorrências são atendidas após comunicação ao 190.O avanço da criminalidade preocupa o prefeito. Por esse motivo, a guarda universitária, formada por 86 agentes, também está sendo reforçada. Além das cinco viaturas e das 15 motos que percorrem diariamente o complexo, estão sendo comprados mais quatro veículos e duas motos. A segurança da USP conta ainda com vigilantes privados que trabalham em 120 postos espalhados pelo câmpus. "A violência cresce na cidade e aqui dentro também", ressalta Carvalho.Hoje, a vigilância nos prédios é responsabilidade de cada unidade. Mas, sempre que necessário, os vigilantes podem pedir ajuda para os agentes da guarda universitária.NOS PRÉDIOSOutra novidade na área de segurança que está em estudo pela prefeitura da USP é a possibilidade de a guarda colocar um agente seu em cada unidade do câmpus, em vez de a vigilância ficar nas mãos de terceiros. Seria necessária a contratação de pelo menos 23 agentes.

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