Gabrielli nega que assumirá cargo em Brasília

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, negou nesta terça-feira os boatos em torno da sua ida para Brasília. A afirmação foi feita por ele após o presidente da Associação Comercial, Olavo Monteiro de Carvalho, dizer que ele "estaria de partida para Brasília" para ocupar um cargo no segundo mandato do governo Lula. "Isso não tem o menor fundamento", disse Gabrielli.No mercado também havia rumores de que o presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Roger Agnelli, teria sido sondado para presidir a Petrobras. Nesta tarde, a Vale soltou uma nota dizendo que "não procedem as informações" de que Agnelli teria sido sondado para presidir a estatal. Segundo a Vale, os mandatos dos diretores são de dois anos, mas podem ser prorrogados, "sem limite". Na segunda, foi a vez do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), negar que estaria disputando a indicação para o cargo de ministro da Fazenda com o atual chefe da pasta, Guido Mantega. Ele admitiu que esteve esta semana com Mantega para deixar isso claro. "Não há disputa para o cargo de ministro da Fazenda, não estou disputando este cargo com Mantega", assegurou. O prefeito disse ainda que Mantega é o homem mais indicado para a função.As especulações sobre a saída de Mantega e os rumos da economia no segundo mandato de Lula forçaram o Planalto a soltar uma nota oficial na segunda-feira, na qual afirmou a permanência de Mantega no cargo. Por meio de nota assinada pelo porta-voz, André Singer, o Planalto tentou abafar as especulações sobre as mudanças na equipe econômica."Diante de rumores sobre uma suposta substituição do atual ministro da Fazenda, o Presidente da República reafirma que só a ele cabe indicar ministros e que o ministro escolhido por ele para ocupar a pasta da Fazenda chama-se Guido Mantega", disse Lula na nota.Durante a noite, em entrevistas a emissoras de TV, Lula reforçou novamente que Mantega será mantido no cargo. Contudo, o presidente não foi claro sobre a permanência do ministro no cargo a partir de 1º de janeiro de 2007.Política econômicaO dia pós-eleição foi marcado por especulações sobre mudanças na política do governo e de integrantes da equipe econômica. A afirmação do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, de que acabou a "era Palocci" contribuiu para este clima de especulações. Sobre este aspecto, Lula fez questão de ressaltar que a política econômica seguida nos últimos quatro anos "é do governo". "Não era uma decisão do Palocci, é do governo", afirmou ele referindo-se a Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda.Colaborou Alaor BarbosaEste texto foi alterado às 18h29 para acréscimo de informações.

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