Gaeco investigará caso de jovem violentada no litoral do Paraná

Justiça negou liberdade provisória ao homem reconhecido pela vítima como autor do assassinato do namorado

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

02 Julho 2009 | 17h27

O Ministério Público (MP) do Paraná anunciou nesta quinta-feira, 2, que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entrará nas investigações do crime ocorrido no Morro do Boi, em Matinhos, litoral do Paraná, no dia 31 de janeiro, quando o estudante Osiris Del Corso foi morto sua namorada, Monik Pegorari de Lima, ferida. A moça perdeu os movimentos dos membros inferiores em razão de um tiro na coluna e outro na perna.

 

Apesar de o Gaeco ter foco no crime organizado e no controle externo da atividade policial, a experiência em investigações dos promotores, policiais civis e militares do grupo pode ajudar na elucidação do caso do litoral paranaense. Desde meados de fevereiro, está preso o auxiliar de serviços gerais Juarez Ferreira Pinto, apontado pela vítima como autor dos crimes. Ele foi indiciado, denunciado e figura como réu no processo em mãos da Justiça.

 

Na semana passada, no entanto, foi preso o ex-vigia Paulo Delci Unfried, após assalto a uma casa e estupro a uma moradora. Uma das duas armas encontradas com ele foi submetida à perícia balística com resultado positivo para as três balas que atingiram Del Corso e Monik. Segundo a polícia, ele tinha comprado a arma entre os dias 3 e 5 de janeiro. Ouvido pela promotoria em Matinhos, Unfried confessou ter cometido o crime contra os dois estudantes.

 

Como perceberam contradições entre o depoimento de Unfried e os dados que constam do processo, principalmente as informações da jovem que sobreviveu, as promotoras Carolina Dias Aidar de Oliveira e Fernanda Maria Motta Ribas pediram à Justiça que sejam realizadas novas diligências, entre elas uma reconstituição dos fatos e reconhecimento de Unfried pela estudante. Confrontada com uma fotografia, ela não o reconheceu e continua afirmando que o culpado é Juarez.

 

Em razão da confissão do ex-vigia e do aparecimento da arma, os advogados de Juarez entraram com pedido de revogação da prisão preventiva do auxiliar de serviços. No entanto, as promotoras deram parecer negativo, que foi acatado nesta quinta pelo juiz criminal de Matinhos, Rafael Luiz Brasileiro Kanayama. Os advogados darão entrada em um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça. "Vamos brigar até o Supremo Tribunal Federal, se for necessário, e vamos soltá-lo", disse o advogado Nilton Ribeiro.

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