Gaguim deixa cerimônia sem passar a faixa

Ex-governador do TO entregou faixa para um cinegrafista e foi embora; equipe de Siqueira Campos disse que ele não estava no local combinado

Célia Bretas Tahan, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2011 | 00h00

Era para ser uma cerimônia de posse como as outras 13 realizadas ontem pelo Brasil nos Estados onde houve troca de governo. Mas o até então governador do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), que não conseguiu se reeleger em outubro, deixou a solenidade irritado e sem entregar a faixa para seu sucessor, o tucano José Wilson Siqueira Campos, no Palácio Araguaia.

O novo secretário de Planejamento e Modernização de Gestão, Eduardo Siqueira Campos, disse que depois de uma confusão entre os cerimoniais ficou combinado que a passagem da faixa seria no palanque armado para o discurso. Mas quando o novo governador chegou, por volta das 10h30, com mais de uma hora de atraso, Gaguim não estava no local combinado e o cerimonial de Campos improvisou uma nova faixa, que foi entregue simbolicamente por integrantes dos Pioneiros Mirins.

Irritado com o atraso e com a atitude do adversário, Gaguim entregou a faixa oficial a um cinegrafista e foi embora. "Gaguim não aguardou o novo governador no palanque armado para o discurso, como havia sido combinado pelos cerimoniais de ambos. Ao chegar no palácio, não o viram no palanque e providenciaram outra faixa para Siqueira", contou Eduardo Siqueira.

O prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), entretanto, tem outra versão: "Foi Siqueira quem não quis receber a faixa das mãos do ex-governador".

Quarto mandato. Siqueira Campos assume o mandato pela quarta vez, desde a criação do Tocantins, há 22 anos. Em seu discurso, comprometeu-se a não perseguir os adversários. "Não tenho porque me vingar, não tenho sentimento nem tempo para perseguir ninguém", afirmou.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, o novo governador do Tocantins disse não ter nenhuma restrição a uma mulher na Presidência. "Não se pode tirar da mulher o direito de acesso às diversas oportunidades, aos diversos cargos", disse. E afirmou que vai torcer pelo governo de Dilma, que vai conviver com a presidente, mas não aderir a ela.

Como primeiro ato, assinou medida provisória que reestrutura a administração do Estado. Siqueira, entre outras mudanças, acabou com a Secretaria de Governo, uniu as pastas de Segurança Pública e de Cidadania e Justiça, criou as secretarias das Oportunidades e a Extraordinária de Articulações Institucionais e a Agência de Comunicação do Tocantins (Agecom).

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