Galpões vão ajudar agricultores a comercializar produção

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou hoje a construção de 250 galpões voltados para o agronegócio, com a finalidade de comercializar a produção dos agricultores familiares do Estado de São Paulo. Os galpões poderão servir para serem instaladas pequenas empresas, incubadoras, agroindústrias de pequeno porte, e venda de artesanato, entre outras atividades. Serão também um ponto de venda dos produtos dos agricultores familiares, eliminando os intermediários, o que barateia o custo para o consumidor e dá mais lucro para o produtor. O anúncio foi feito durante a inauguração do Centro de Negociação da Agricultura Familiar (CNAF), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp). "Nossa idéia é fazer junto com as prefeituras, que disponibilizam os terrenos e fornece os pontos de água, esgoto e luz, enquanto o Estado constrói os galpões", explicou Alckmin. No dia 8 de maio será feito o lançamento do programa, na Secretaria Estadual da Agricultura, quando também começa a assinatura dos convênios com as 250 prefeituras que participarão do projeto.Para as prefeituras participarem, devem procurar a Secretaria da Agricultura, indicar o terreno disponibilizado, se comprometer a fazer os pontos de ligação de água, esgoto e luz e apresentar um projeto para uso do galpão. São galpões metálicos, com 1.000 metros quadrados de área construída. "Para nós, sairá a custo zero porque é pagamento de dívida ativa, igual ao das 2 mil pontes metálicas", explicou o governador, falando sobre a substituição das pontes de madeira nas principais áreas agrícolas do Estado por outras de metal. A troca está sendo feita pela Cosipa, que está pagando sua dívida ativa com o Estado construindo as pontes e, agora, os galpões."Essa é uma boa iniciativa porque o problema da agricultura familiar é a comercialização do produto. É importante porque proporciona uma renda melhor ao agricultor", falou ele. O governador citou também outros mecanismos de apoio aos agricultores dessa categoria, como o Banco do Agronegócio da Agricultura Familiar de São Paulo (Banagro), que fornece financiamento e também um seguro, tanto para o valor financiado como para o custeio agrícola.FeiraA Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP) também está ampliando sua atuação junto aos agricultores familiares, dando início às Feiras da Agricultura Familiar. Hoje foi realizada a primeira edição da feira, na sede da entidade no Brás, em São Paulo. "Nossa idéia é que essa feira continue, seja permanente", explicou Lucinei Paes de Lima, vice-presidente da Federação da Agricultura Familiar (FAF), que promoveu o evento em parceria com a CUT. "Esses agricultores ficaram excluídos do mercado porque não têm condições de pagar um frete, ou alugar um caminhão e pagar pedágios, e acabam caindo nas mãos dos intermediários, que ficam com o lucro", disse.Na feira foram expostos produtos feitos por agricultores familiares de diversas regiões do Estado de São Paulo. O dinheiro da venda ficou com os próprios agricultores. A CUT estima que existam 150 mil deles no Estado. "Eles ficam nas mãos dos atravessadores, mas queremos que o produtor e o consumidor tenha um contato direto, sem intermediários", explicou. A feira também servirá para mostrar ao agricultores como funciona a venda e a relação com o consumidor, uma vez que muitos deles vivem em regiões muito afastadas e não conhecem o sistema.A próxima feira deverá ocorrer no dia 30, durante a formatura dos alunos do Programa Semear, que objetiva o aumento da escolarização dos trabalhadores, promovido pela FAF e pela Federação dos Empregados Rurais Assalariados (Feraesp), afiliadas da CUT. O Semear beneficiou 240 agricultores. A formatura será às 15 horas, no auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa de São Paulo.

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