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Ganense que foi parar em Goiânia consegue viagem para a Guiana

Bilhete foi patrocinado pela mesma empresa que confundiu destinos; Emmanuel Akomanyi vai cursar Medicina em Georgetown

Marília Assunção, Especial para O Estado

23 de fevereiro de 2015 | 20h42

GOIÂNIA - O professor africano Emmanuel Akomanyi, de 29 anos, que veio parar em Goiânia há dez dias por engano, embarcou no início da noite desta segunda-feira, 23, para seu verdadeiro destino, a cidade de Georgetown, na Guiana. A passagem foi patrocinada pela mesma empresa que confundiu os destinos.  

A história do engano mobilizou moradores de Goiânia e Akomanyi, além de abrigo, recebeu doações em dinheiro e virou notícia em vários telejornais. O professor africano corria o risco de perder uma bolsa de estudos para o curso de Medicina na Guiana. Segundo a TV Anhanguera, a própria agência que vendeu a passagem errada, a Visão Turismo, que fica em Cumbica, intermediou o embarque dele por meio de outra agência de Goiânia.

A confusão que trouxe Akomanyi a um ponto tão distante do seu destino aconteceu no dia 14 de fevereiro, quando ele desembarcou no Brasil, pelo Aeroporto de Guarulhos. Ele queria completar a conexão até a cidade onde iniciaria o curso, mas foi parar em Goiânia. Um problema de pronúncia pode ter sido a causa da confusão.


O professor vem de família pobre e perdeu os pais há alguns anos. Ele deixou quatro irmãos mais novos em Gana. Para viabilizar a viagem, Akomanyi havia economizado por cerca de dois anos.

O professor só descobriu que tinha voado para a cidade errada quando já estava em Goiânia, dentro do táxi. Ao indicar a universidade situada na capital da Guiana Inglesa, Akomanyi foi informado pelo motorista, que lhe apontava em um mapa, que ele estava no centro do Brasil e não no norte da América Latina, muito longe de onde veio parar.

A história chamou a atenção no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Várias pessoas se mobilizaram para ajudar o rapaz. O próprio taxista promoveu uma coleta e o dinheiro custeou cinco dias em um hotel. Funcionários do aeroporto ajudaram com a alimentação. Depois, Akomanyi acabou acolhido em Goiânia por parentes de uma jornalista que o conheceu ao fazer a reportagem sobre o caso. Sem falar nada em português, ele contava com a ajuda de terceiros para se explicar.

Procurada nesta segunda-feira, 23, a agência Visão Turismo não foi encontrada. À TV Anhanguera, a empresa havia informado que o engano partiu de Akomanyi e que todos os funcionários da empresa falam inglês. 

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