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Ganês que foi a Goiânia por engano desembarca na Guiana nesta terça

Embarque de Emmanuel Akomanayi lembrou o de uma celebridade; agência em Cumbica vendeu passagem para destino errado

Marília Assunção, Especial para o Estado

24 de fevereiro de 2015 | 10h00

GOIÂNIA -  Está previsto para as 13h30 desta terça-feira, 24, o fim de 11 dias de uma agonia que terminou em aventura no Brasil para o professor de Ciências ganês Emmanuel Akomanyi, de 29 anos. No horário, o africano deve desembarcar no seu destino, a cidade de Georgetown, capital da Guiana, depois de ficar perdido em Goiânia, no Estado de Goiás, onde chegou por engano no dia 14. 

O ganês embarcou às 18h50 desta segunda-feira, 23, e o voo deve fazer escala no Panamá, seguindo depois para a Guiana, onde Akomanyi vai iniciar o sonho de estudar Medicina. Ele corria o risco de perder uma bolsa de estudos que conseguiu na Universidade de Georgetown. 

O embarque do rapaz foi semelhante ao de muitas celebridades. Ele fez pose para fotografias para jornais e para curiosos, recebendo cumprimentos por todo o Aeroporto Santa Genoveva, onde embarcou com uma equipe de televisão interessada em mostrar o final feliz da confusão em que o professor se envolveu assim que chegou ao País.

A história dramática do engano virou notícia em telejornais, mobilizou várias pessoas em Goiânia. O rapaz, além de abrigo provisório em dois locais diferentes, recebeu doações em dinheiro que somaram mais de US$ 100. 

Destino errado. A confusão que trouxe o professor a um ponto tão distante do seu destino aconteceu no dia 14 de fevereiro, quando ele desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, para completar a conexão até a cidade onde iniciaria o cursos dos seus sonhos, na Guiana.

A agência que vendeu a passagem errada, a Visão Turismo, que fica em Cumbica, assumiu a falha e providenciou o novo embarque. 

De família pobre, Akomany perdeu os pais há alguns anos, deixando quatro irmãos mais novos em Gana. Ele é o único a fazer curso superior. Para viabilizar a viagem, tinha economizado por cerca de dois anos. Nada disso tirou o sorriso do rosto durante os 11 dias em que durou o dilema do destino trocado.

Agradecido pela solidariedade encontrada, o professor ganês partiu dizendo que pretende voltar a Goiânia, para rever as pessoas que o ajudaram. Do taxista que primeiramente o alertou para o grande erro, até funcionários do aeroporto, jornalistas e outras pessoas da cidade que contribuíram para amenizar a situação e garantir a volta do rapaz.

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