''Gangue da marcha à ré'' age de novo no Itaim-Bibi

Bando lança carro contra porta de loja e leva produtos

Daniela do Canto, Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

24 de setembro de 2008 | 00h00

A quadrilha conhecida como "gangue da marcha à ré" voltou a atacar lojas de grife da Rua João Cachoeira, no Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo. Desta vez, o alvo foi a Everlast - especializada em roupas e acessórios esportivos. Por volta das 2 horas de ontem, criminosos usaram dois carros, um deles um Peugeot, e, de ré, arrombaram a porta do estabelecimento. Foi a segunda vez que a mesma loja é assaltada. A primeira foi em 5 de maio, da mesma forma. Desde o começo do ano foram 16 episódios na cidade, segundo levantamento da reportagem - seis no Itaim. Segundo a polícia, sete câmeras do circuito de segurança da loja não amedrontaram a quadrilha. O alarme disparou, mas o bando fugiu antes de a polícia chegar."Da primeira vez, foram levadas 700 peças de roupa e o prejuízo foi de R$ 90 mil. Desta vez, acredito que será um pouco maior porque foram 500 peças, que dão uns R$ 50 mil, e mais cerca de 40 relógios, mais de R$ 40 mil", afirmou Sidney Marreiros, gerente da loja.Marreiros foi avisado, durante a madrugada, pelo sistema de segurança da loja. Ele disse que está "frustrado" com a falta de segurança para trabalhar. "Umas seis lojas por aqui já foram roubadas dessa mesma maneira. A nossa foi a primeira, em maio", lembrou. Segundo o gerente, o estabelecimento terá de ficar fechado por dez dias. "A gente amarga o prejuízo", lamentou. Apesar de ter seguro, o funcionário está desmotivado. "Desanima manter um comércio porque, por mais que haja ressarcimento da seguradora, daqui a dois meses vai acontecer tudo de novo", disse Marreiros. Ele contou que há cinco dias reformou os manequins da loja, mas pelo menos dois deles foram destruídos pelos bandidos ontem.Lineu Sarte, presidente da Associação dos Lojistas da Rua João Cachoeira, disse acreditar que os casos na região sejam realizados por encomenda. "Não é qualquer loja escolhida. Existe uma análise." Sarte disse que é cedo para pânico. "Pedimos mais ronda e estamos sendo atendidos. Muitos lojistas também têm seguranças noturnos e isso ajuda."O boletim de ocorrência da Everlast foi registrado no 15º Distrito Policial (Itaim-Bibi). A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública para saber as medidas de combate a esse tipo de crime, mas a pasta não comentou o caso para não atrapalhar as investigações.

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