Gangues marcam briga na rua e 113 são detidos

Rivais portavam pedaços de pau e correntes e entraram em confronto com GCMs e policiais militares; uma pessoa teve ferimentos leves

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

Gangues rivais formadas por jovens e adolescentes marcaram uma briga pela internet e escolheram como local do confronto a Praça Lauro Michelis, no centro de Diadema, no ABC paulista. Como ponto de referência, escolheram uma lanchonete da rede Mc Donald?s. A Guarda Civil Metropolitana, no entanto, foi avisada.Pelo menos 113 pessoas foram levadas para o 1º Distrito Policial de Diadema. Uma delas sofreu ferimentos leves. Todas foram averiguadas, mas nenhuma ficou presa, segundo informou a Polícia Civil no início da noite.A briga teve início às 15 horas. Os grupos rivais portavam pedaços de pau e correntes. Guardas civis metropolitanos e policiais militares chegaram rápido. Houve tumulto e correria na região. Clientes da lanchonete se assustaram e também deixaram o estabelecimento às pressas.Os PMs e os guardas-civis detiveram 87 adolescentes e 26 crianças. Todos ficaram amontoados na sala do 1º DP. Segundo apurações da Polícia Civil, as duas gangues rivais - chamadas de "famílias" pelos próprios integrantes - marcaram o confronto pela internet, para a tarde de ontem.A delegada Bárbara Travassos afirmou que ninguém foi preso porque "não houve flagrante individual". Ela acrescentou que muitas pessoas levadas ao distrito não participaram do tumulto e, em razão disso, não prendeu ninguém - "para não correr o risco de manter inocentes atrás das grades".O boletim de ocorrência foi registrado oficialmente como rixa. Bárbara Travassos disse ainda que todas as pessoas conduzidas à delegacia foram averiguadas e tiveram os antecedentes levantados. Agora, a polícia vai verificar as imagens das câmeras da GCM para identificar os culpados. QUEM SÃO As famílias: São grupos de adolescentes, também chamados de bondes, que utilizam o Orkut e o YouTube para promover gangues. Na web, as fotos de adolescentes e crianças são exibidas para apresentar os membros do grupo. Cada um tem uma função e são tratados por apelidos. As "famílias" não discriminam sexo nem idade - até crianças (mascotes) têm espaço entre os envolvidos. Problemas anteriores: Em outubro, armado de revólver calibre 38, um garoto deu um tiro para o alto na porta de uma escola na zona norte de São Paulo. Descobriu-se, segundo a PM, que ele integrava um bonde.

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