Ganhador da Mega-Sena foi morto por conhecidos, diz polícia

O delegado Ademir Ferreira, que investiga a morte do milionário Renné Senna, 54 anos, disse nesta segunda-feira que o crime tem características de execução. De acordo com Ferreira, depoimentos de testemunhas levam a crer que os assassinos conheciam a rotina da vítima, que costumava freqüentar o bar em que foi morto. Senna ganhou sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega-Sena em 2005 e foi assassinado com cinco tiros no município de Rio Bonito, no Grande Rio, na manhã de domingo.Para o delegado, o que caracteriza a execução é o fato de os tiros terem atingido Senna na cabeça (quatro disparos) e na nuca. Ferreira quer ouvir, agora, parentes da vítima. A viúva do milionário, Adriana Almeida, de 29 anos, chegou a ser intimada ontem por policiais da Delegacia de Homicídio, mas o depoimento não foi marcado ainda. Senna foi enterrado nesta segunda-feira no Cemitério de Rio Seco, zona rural de Rio Bonito. Cerca de 200 pessoas compareceram ao cemitério para se despedir do milionário. Adriana permaneceu o tempo todo em uma picape, cercada por seguranças.Senna não tinha as duas pernas, que tiveram de ser amputadas por seqüela de diabetes. Ele se locomovia em um quadriciclo.Ex-açougueiro e ex-florista, ele ganhou sozinho o jogo 679 da Mega-Sena, em 2005. Na manhã de domingo, ele foi abordado por dois homens numa moto. Os criminosos levaram a pochete de Senna e, em seguida, fizeram os disparos.P

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