Ganhos econômicos se sobrepõem a problemas éticos, avalia Sensus

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, avaliou há pouco que o critério econômico pesou no resultado da pesquisa CNT/Sensus, bastante favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, os ganhos macroeconômicos superam os problemas gerados no governo a partir de envolvimento de funcionários em esquemas de corrupção. Ele citou como ganhos econômicos considerados pelos entrevistados o aumento geração de emprego, a estabilidade da moeda, um declínio de preços básicos, como cimento e cesta básica, a correção do valor do salário mínimo acima da inflação e os programas sociais do governo. "Essas questões se sobrepõem, aos problemas éticos", disse Guedes.O diretor do Instituto também avaliou o aumento da rejeição da candidata Heloisa Helena, que subiu de 41,7% na pesquisa realizada entre 1º e 4 de agosto, para 50,1% na pesquisa divulgada hoje. Segundo Guedes, o aumento de rejeição está ligado a um maior conhecimento do eleitorado a partir do início da propaganda eleitoral no rádio e TV. "O programa eleitoral mostra uma esquerda mais radical, mais intransigente e mais arcaica", disse.A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 25 de agosto com 2 mil entrevistas. A margem de erro é de mais ou menos 3 pontos porcentuais. Proporção corretaAntecipando possíveis críticas ao resultado da pesquisa CNT-Sensus, o diretor do Instituto Sensus garantiu que a pesquisa segue os parâmetos técnicos recomendados. "Posso lhes garantir que estamos com as proporções corretas", disse Guedes, se referindo ao porcentual de entrevistados nas áreas urbana e rural, por faixa etária e por nível educacional. Ele também destacou que o resultado da pesquisa CNT-Sensus está muito próximo ao de outros institutos, como o Ibope e garantiu que nas últimas eleições as pesquisas da Sensus estiveram dentro da margem de erro. A pesquisa CNT-Sensus é constantemente contestada pelo PSDB, que acusa o instituto de favorecer o governo. Na última pesquisa, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) subiu a tribuna para criticar o resultado do levantamento.

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