Osvaldo Praddo/O Dia
Osvaldo Praddo/O Dia

Garis fazem novo protesto no Rio nesta segunda

Desde domingo, as ruas do Rio, especialmente as do centro, estão cobertas de lixo devido à greve deflagrada por um grupo de garis da estatal encarregada do serviço

Ronald Lincoln, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2014 | 14h07

RIO - Mais um protesto de garis em greve no Rio provocou um engarrafamento na Avenida Presidente Vargas, no centro da cidade. O grupo, formado por cerca de 300 manifestantes, segundo cálculos de um policial militar que acompanhava o ato, partiu em marcha da estação Central do Brasil até a sede da Prefeitura, na Cidade Nova, onde os manifestantes de reuniram. 

Avenida Presidente Vargas, que faz esquina com a Rua Marquês de Sapucaí, onde fica o Sambódromo, já está com diversas faixas fechadas ao trânsito, por causa dos desfiles das escolas de samba. O ato dos garis interditou a única faixa que estava aberta no sentido zona norte.

Desde ontem, as ruas do Rio, especialmente as do centro, estão cobertas de lixo devido à greve deflagrada por um grupo de garis da estatal Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), encarregada do serviço. Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de horas-extras.

“Estamos aguardando nosso prefeito para conversar conosco, porque nossos representantes sumiram. Enquanto não houver essa conversa, manteremos a greve”, disse Ivair Oliveira de Souza, que trabalha há 18 anos na Comlurb e reclama também da falta de um plano de carreira.

“Como profissionais de limpeza, somos os que ficamos mais tristes com essa sujeira. Mas garantimos à população do Rio de Janeiro que assim que tudo for resolvido, deixaremos a cidade limpa em 24 horas”, completou Souza.

Ao longo da caminhada, os manifestantes entoaram um grito de protesto: “êêêêêê, nesse carnaval o prefeito vai varrer!” A greve dos garis foi iniciada na madrugada de sábado, 1. No mesmo dia, a pedido da Comlurb, o plantão da Justiça do Trabalho declarou a paralisação ilegal e concedeu liminar determinando o imediato retorno dos garis ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 25 mil. A greve não conta com apoio do sindicato da categoria.

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