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Garis recebem treino de informática

Mais de 1.900 garis foram treinadosem informática, desde maio do ano passado, em curso gratuito, promovido pelo Sindicato de Empregados de Asseio eConservação de Osasco e região, que reúne cerca de 15 mil trabalhadores, dos 35 mil da Grande São Paulo."Hoje, se formam200, e esperamos para o segundo semestre mais 1.600 alunos. São números que indicam a grande procura de qualificação dosprofissionais do setor", disse o presidente da entidade, Arnaldo Camilo.O piso salarial de gari é de R$ 420,00. De acordo com o presidente do sindicato, a maioria ganha cerca de R$ 720,00 brutos,considerando a cesta básica de R$ 72,00, o vale-refeição de R$ 155,00 e o restante por insalubridade."Tendo isto em vista,criamos este espaço, pois jamais os garis teriam acesso a cursos de informática que, em média, custam R$ 400,00", destacou.O curso é desenvolvido em núcleos do sindicato, com professores voluntários e computadores doados por empresas, e tempor objetivo ampliar a inserção dos trabalhadores no mercado."Nosso entidade reúne mais de 30% de analfabetos, e o setor,ameaçado constantemente pela automação industrial, exige maior qualificação dos profissionais", considerou Camilo.Eleacredita que uma possível solução contra o desemprego é a formação de cooperativas de reciclagem de lixo.Segundo Camilo, algumas empresas estão reagindo a favor da iniciativa, como a Consultoria Stefanini, uma multinacional deinformática, de origem brasileira - com unidades na Bolívia, Argentina e no Peru, Chile e México -, que está estudando a contratação de15 técnicos formados pelo sindicato."Estamos criando uma Fundação em Vila Dalva, na periferia de São Paulo, onde elespoderão atuar como monitores de profissionais de condição sócio-cultural semelhante", disse a coordenadora da fundação,Maria José Machado.O Curso de Capacitação Profissional em Serviços Domésticos, promovido pelo Senac, é outro empreendimentoque atualmente oferece qualificação profissional em serviços básicos.Em um laboratório de 85 metros quadrados que simulaambientes de uma casa, incluindo equipamentos eletrodomésticos e diferentes tipos de materiais químicos, revestimentos etecidos, o programa abordará novas técnicas para funções tradicionais dos trabalhadores domésticos, como lavar, passar,cozinhar, servir, arrumar e higienizar ambientes e até noções de informática e convivência com empregadores."Além da reciclagem profissional, o curso, que dura quatro meses, também serve como treinamento para profissionais semexperiência no mercado", destacou a coordenadora do Senac, Eliane Pereira de Camargo.Segundo ela, desde o ano passado,formaram-se cerca de 200 domésticas.

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