Garota baleada durante assalto em Moema vai para a UTI

A garota Priscila Aprigio, de 13 anos, deve ficar na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Alvorada, na zona sul de São Paulo, por pelo menos mais 48 horas. Na tarde desta quarta-feira, 28, a adolescente foi atingida por uma bala durante um tiroteio após uma tentativa de assalto a um banco na avenida Ibirapuera, em Moema. Segundo boletim médico do hospital, assinado pelo diretor-clínico Guilherme Monteiro, a menina teve lesões tanto na medula quanto no rim, passou por uma cirurgia e retirou a bala alojada na região dorsal. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, os médicos só poderão avaliar o quadro neurológico - que pode determinar quais as seqüelas do ferimento - nos próximos dias. A mãe de Priscila, Fátima Aprigio, contou que a filha voltava do dentista e se dirigia ao ponto de ônibus para voltar para casa, em Embu, quando foi atingida. Outra vítima, a auxiliar de limpeza da Unifesp, Maria Erenildes de Jesus Nascimento, de 38 anos, ferida de raspão, teve alta do Hospital São Paulo no início da noite da quarta. Voltou para casa no Jardim São Francisco, na região de Guarapiranga. O terceiro ferido, Raimundo José de Jesus, de 39 anos, atingido na perna, foi transferido para outro hospital da rede Amesp. A esposa do advogado Fábio Ferreira Nascimento, atingido dentro do Verona, recebeu uma ligação dos médicos no final da tarde avisando que seu marido havia sido alvejado durante um assalto. ?Falaram que ele estava bem, mas quando cheguei percebi que a situação era bem pior?, diz Roseli Nascimento. Às 20 horas, o advogado entrou em cirurgia. ?Levou um tiro perto do pulso e tem um monte de ferimentos na perna?, diz sua mulher. ?Nem os médicos sabem afirmar quantas vezes ele foi alvejado.? Após reação A quadrilha havia dominado a agência do Itaú, na Avenida Ibirapuera, em Moema, na zona sul. Os ladrões reuniam o dinheiro quando um homem de terno preto e gravata entrou no banco e caminhou em direção aos caixas eletrônicos. Viu e foi visto por um dos bandidos. O homem hesitou um instante, mas logo compreendeu o que se passava e sacou sua arma. Começava o tiroteio que terminou com pelo menos seis feridos, três dos quais vítimas de balas perdidas - entre elas a adolescente Priscila Aprígio, de 13 anos. A menina corre o risco de ficar paraplégica. Uma quarta pessoa foi atingida porque não quis entregar seu carro aos assaltantes em fuga. Os outros dois baleados são ladrões. Houve pânico. O tiroteio, que começou no banco, foi parar no meio da Avenida Ibirapuera. Seguranças da região revidaram aos disparos dos bandidos, que deram rajadas com fuzis e submetralhadora. Havia cerca de 30 pessoas na agência. ?Eu me atirei no chão assim como todo mundo?, disse a professora de estética Raquel Pionto, de 33 anos. Outras 30 pessoas aguardavam na Parada Jurucê do corredor de ônibus Santa Cruz-Capelinha. Os criminosos se espalharam pelas ruas vizinhas onde, na esquina da Macuco com a Alameda dos Arapanés, disparam na perna e na mão do advogado Fábio Ferreira Nascimento, de 28 anos, que se recusou a entregar seu Verona. Até a vidraça de um hotel, a 500 metros de distância, foi atingida. A ação dos criminosos começou pouco antes das 16 horas. Um dos ladrões entrou na área dos caixas eletrônicos e se aproximou da porta de vidro ao lado da entrada giratória. Ele pediu ao vigia que lhe chamasse uma gerente do banco. Quando ela chegou para atendê-lo, acabou dominada, abrindo caminho aos demais assaltantes - pelo menos oito entraram. COLABOROU RODRIGO BRANCATELLIM

Agencia Estado,

28 Fevereiro 2007 | 23h49

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