Garota de 16 anos atropela 4 no Guarujá

Jovem não socorreu vítimas e pediu para ser liberada logo, pois precisava viajar para os EUA

Rejane Lima, SANTOS, O Estadao de S.Paulo

16 de novembro de 2007 | 00h00

Uma adolescente de 16 anos que dirigia um Toyota Corolla em alta velocidade atropelou quatro pessoas, no fim da tarde de anteontem, no Jardim Helena Maria, no Guarujá. Duas vítimas permanecem hospitalizadas com fraturas graves, mas não correm risco de morrer. A menina não socorreu as vítimas e teria pedido para o guarda dispensá-la logo porque precisava viajar para os Estados Unidos. Um dos atingidos pelo carro, o garçom Pedro Lopes, de 18 anos, sofreu fraturas expostas na perna e perdeu parte da musculatura. Ele foi submetido a uma cirurgia de emergência no Hospital Santo Amaro e deve ser operado novamente. De acordo com seu primo Emerson de Almeida, o jovem ficou bastante debilitado. "Ele está com cerca de trinta pontos na perna", diz. Almeida estava no local na hora do acidente e também foi atingido. Ele e o primo haviam ido buscar o carro em uma loja que instala equipamentos de som. As outras duas pessoas que foram hospitalizadas são Nelson Santana, de 46 anos, proprietário da loja, que sofreu escoriações e teve alta ontem de manhã, e a cabeleireira Nivia Pastora Braga, de 34 anos. Ela fraturou a tíbia e será submetida a uma cirurgia para colocar um pino na perna. "Ela está muito machucada", afirmou a massoterapeuta Denise Prado, que trabalha com Nivia. A massoterapeuta afirma que o que mais a espantou foi a frieza da motorista. "O cara da lanchonete perguntou: ?menina, por que você fez isso??. Ela disse: ?essas coisas acontecem?." Segundo ela, a jovem estava com quatro adolescentes no carro e ficou sentada na calçada, sem ajudar. "Ela ainda falou para o guarda liberá-la o mais rápido possível porque ela tinha um vôo marcado para os Estados Unidos naquela noite."A adolescente N.O.N.D. mora no bairro do Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo, e estaria passando o feriado na casa dos avós. Na delegacia, a jovem disse que pegou o carro escondido. Ela foi dispensada depois que os responsáveis assinaram um termo. Foi registrado um ato infracional de lesão corporal culposa (sem intenção), que agora será encaminhado à Vara da Infância e Juventude para apreciação de um juiz.

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