Garota é baleada na porta da escola em Minas Gerais

Segundo a PM, motivo dado pelo autor dos disparos é porque a menina falava mal dele na região

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

11 de março de 2008 | 11h55

Luara Pereira Camilo, de 11 anos, foi baleada na virilha no começo da tarde de segunda-feira, 10, em frente à escola Municipal Osvaldo Cruz, onde estuda, no bairro Jardim América, em Belo Horizonte.   De acordo com a polícia militar, o autor do tiro é Gleiciano Nascimento Isidoro, de 18 anos. A polícia afirma que ele e um outro garoto, de 16 anos, foram tirar satisfações com a menina na escola, pois, segundo o autor dos tiros, ela falava mal dele para outras pessoas que moram na região.   Os dois foram detidos na casa de amigos por volta das 20 horas de segunda, e um revólver calibre 32 foi apreendido. A menina foi internada no Pronto Socorro João XXIII e liberada na manhã desta terça-feira, 11.   Corpo encontrado   A polícia militar encontrou na manhã desta terça-feira, 11, o corpo de uma menina de 10 anos, abandonado em um terreno baldio, na rua Universo em Desencanto, atrás do Hospital Julia Kubitschek, na Vila Cemig, em Belo Horizonte.   De acordo com a PM, o corpo de Ludimila Caroline Ferreira de Campos tem sinais de pelo menos 16 facadas, além de hematomas feitos por pedras e a suspeita de estupro. A polícia afirma também que foi encontrada uma camisinha ao lado da garota. Ainda não há pistas sobre o assassino da menina.   Jovem queimada em SP   Grazielli de Oliveira Menequelli, de 14 anos, foi atacada na segunda-feira, 10, por uma colega de classe de 16 anos, a 400 metros da escola, e teve queimaduras de segundo grau em toda a parte superior do corpo, principalmente no rosto. O crime ocorreu na Escola Estadual Professora Guiomar Rocha Rinaldi, no Jardim São Jorge, zona oeste de São Paulo.   De acordo com as amigas, a vítima procurou a agressora na saída das aulas para perguntar "por que ela estava olhando feio para o seu grupo". Colegas relataram que as duas ficavam em turmas diferentes, que já haviam trocado agressões na sexta-feira. "Aí, foi tudo muito rápido. Ela (a agressora) tirou a gasolina de dentro da mochila, jogou e ateou fogo com isqueiro. Só percebemos quando o fogo começou", contou L., de 15 anos. Quem estava próximo usou as camisetas para conter as chamas. Grazielli pediu socorro até desmaiar. Operada e internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário da USP, está em coma induzido. A maior preocupação dos médicos é com a traquéia, totalmente queimada.

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