Garota é mantida em cárcere por cinco meses em São Carlos

Uma adolescente gaúcha de 16 anos foi mantida em cárcere privado em um quarto escuro de uma casa no bairro Santa Angelina, em São Carlos, interior de São Paulo, nos últimos cinco meses. O caso só foi descoberto, na noite desta sexta-feira, depois que o pedreiro Sezesfredo Ribeiro, de 32 anos, que a mantinha trancada, resolveu assassiná-la em uma mata ao lado do campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade e chamou a atenção dos seguranças do local.O pedreiro retirou a menina da casa depois de muitas semanas sem deixar ela sequer olhar o movimento da rua. Ela só saía do quarto para ir ao banheiro. Armado com um pedaço de ferro ele avisou que a mataria, mas, segundo a jovem declarou à polícia, não disse o motivo. A menina gritou e foi ouvida por um vigia da USP que chamou a Polícia Militar. O pedreiro fugiu e deixou a garota na mata. Ele não foi encontrado até a tarde deste sábado.RelacionamentoA conselheira tutelar Créria Marques da Silva, que acompanha o caso, disse que a jovem está em estado de choque e mantida isolada em um abrigo de São Carlos. O relacionamento com o consentimento dos pais começou em Porto Alegre. "Ele se mostrava ser bom moço e dizia se chamar José Roberto", conta a conselheira lembrando que a menina sempre ligava para os familiares, mas não denunciava o cárcere porque ele ameaçava matar a sua irmã. As agressões começaram quando o casal se mudou para São Carlos. "Ela disse que apanhava todo os dias", conta Créria. A jovem de 16 anos perdeu a dimensão de tempo e apresenta marcas de violência no corpo. A conselheira diz que o pedreiro estaria sendo procurado pela polícia gaúcha, mas ela não soube informar por qual motivo. A menina está sendo acompanhada por uma psicóloga. A família deve vir à cidade buscá-la.

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