Garotinho acusa perseguição política do governo

O ex-governador e secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, criticou a decisão da Comissão Especial do Conselho dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), do Ministério da Justiça, de transferir para a Polícia Federal uma série de casos envolvendo policiais ou agentes penitenciários no Rio. De acordo com ele, nenhum caso no Rio ficou sem resposta. ?No caso Schincariol, em São Paulo, onde um homem inocente foi preso e espancado, não me lembro de uma comissão especial para acompanhar o caso?, disse Garotinho, segundo sua assessoria de imprensa, referindo-se à prisão do garçom Valdinei Sabino da Silva pelo assassinato do empresário da Schincariol, José Nélson Schincariol. O secretário está em Jerusalém, acompanhando a governadora Rosinha Matheus em uma viagem com outros secretários do Estado para conhecer projetos de segurança, energia e agricultura, mas ligou para sua assessoria no Rio para que divulgar suas reclamações. ?Cuidem da vida de vocês e nos deixem em paz. Não se metam no Rio de Janeiro?, declarou Garotinho, em recado para o Conselho. Segundo Garotinho - que faz oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin -, a decisão do CDDPH é política. ?Não houve repasse de verbas de segurança para o Rio?, afirmou também.

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