Garotinho acusa Polícia Federal de espancar chinês

O secretário estadual de Segurança Pública, Anthony Garotinho, acusou neste sábado os agentes da Polícia Federal que prenderam Chan Kim Chang, no dia 25, de terem espancado o comerciante chinês naturalizado brasileiro. "Ele foi espancado quando foi preso", afirmou em seu programa semanal de rádio, Encontro marcado com Garotinho. Desde o início, a PF afirma que, antes de encaminhar o chinês ao presídio Ary Franco (estadual), levou-o para ser submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que não constatou lesões.O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, entrevistado no programa, concordou com Garotinho, mas fez a ressalva de que a morte do chinês resultou de agressão ocorrida no Ary Franco. Nenhum dos dois, porém, explicou porque Chang foi aceito na unidade se estava ferido, nem porque isso não foi registrado na chegada do comerciante, como seria de praxe.Astério negou ter recebido qualquer relatório do Conselho da Comunidade com denúncias sobre prática sistemática de tortura no presídio. "Não recebemos esse relatório. Pode haver no âmbito do conselho", afirmou. A entidade realizou uma inspeção no Ary Franco em 24 de junho e teria entregue o documento uma semana depois. O documento tem depoimentos de presos que denunciaram terem sido submetidos a espancamentos. Astério disse ainda que Chang chegou ao Ary Franco algemado e com as pernas amarradas."Isso não é comum", observou. Garotinho afirmou que mortes como a de Chang não acontecem apenas no Rio.

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