Garotinho ainda não formalizou convite a Itagiba

Até o fim da tarde desta sexta-feira, a direção da Polícia Federal (PF) não tinha sido informada oficialmente pelo governo do Rio sobre o convite feito ao superintendente da PF no Estado, Marcelo Itagiba, para assumir o cargo de subsecretário de Segurança Pública.Apesar disso, o governo federal não vai colocar obstáculos à ida de Itagiba para a cúpula da polícia fluminense. "Ele deverá ser mais um elo entre Estado e União no combate à violência", afirmou o diretor-geral da PF em exercício, Zulmar Pimentel.Somente depois que a governadora do Rio, Rosinha Matheus, pedir formalmente a cessão do delegado é que a direção da PF deverá anunciar um nome para substituí-lo na superintendência. Itagiba seria substituído no início de maio, mas não há nomes para colocar em seu lugar."O Rio é uma situação especial para nós, por isso precisamos pensar em uma pessoa capacitada para assumir a superintendência", afirmou outra fonte da cúpula da PF. Marcelo Itagiba deverá ser o principal interlocutor entre o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, e o novo secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho.Os dois são desafetos desde o momento em que Garotinho demitiu Soares, então integrante da cúpula da polícia fluminense, durante um programa de televisão, ao vivo. Os dois, apesar de não se falarem, afirmaram que trabalharão em conjunto, sem problemas. Ligado ao ex-ministro da Saúde, José Serra, Itagiba teve sua demissão da superintendência do Rio pedida pelo PT do Rio, tendo à frente o deputado Antônio Carlos Biscaia.O afastamento era previsto para janeiro, mas o governo federal decidiu manter o delegado até maio, por questões técnicas. Especialista em inteligência policial, Itagiba foi chefe-geral do setor na PF durante quase oito anos e deverá comandar a área de informações da polícia civil, um dos principais problemas hoje para articular operações contra o crime organizado.Veja o especial:

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