Garotinho completa um ano no cargo sem conseguir conter violência no Rio

O secretário de Segurança Pública do RJ, Anthony Garotinho, completa nesta quarta-feira um ano no cargo, após assumir a pasta em meio à primeira crise de segurança enfrentada pelo governo de sua mulher, Rosinha Matheus (PMDB). Apesar de ter apresentado um pacote de promessas, Garotinho fecha doze meses de gestão em meio a outra crise, com poucas promessas cumpridas e sob a acusação de politizar a segurança.Se Garotinho não conseguiu ainda cumprir sua principal promessa, a de devolver a paz aos moradores do Estado, o pacote lançado por ele assim que assumiu também ficou praticamente na intenção. Cinco helicópteros vigiariam a cidade com câmeras, mas o patrulhamento aéreo não vingou. O policiamento ostensivo nas vias expressas não foi capaz de impedir tiroteios que acuam motoristas e ainda fazem vítimas de balas perdidas. Os bloqueadores nos presídios ainda não são totalmente capazes de impedir que traficantes presos gerenciem o tráfico de drogas comunicando-se por rádios e celulares. Um dos principais projetos, o de transferir a cúpula da Segurança para o prédio da Central do Brasil, não foi concretizado e a integração entre policiais e comunidades também não passou de uma idéia.Apesar de acenar com a contratação de quatro mil novos policiais para ocupar favelas, os Grupamentos de Patrulhamento de Áreas Especiais (Gpaes) não foram expandidos e o primeiro deles, o do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, viu os bons resultados irem por água abaixo com a morte de três pessoas num confronto com policiais e a revolta dos moradores nas ruas do bairro.

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