Garotinho desvia o foco da violência para SP

O secretário de Segurança do Estado, Anthony Garotinho, está certo de que o Rio vem sendo injustiçado ao ser citado como exemplo de violência. Ontem, durante a entrega de 211 carros para a polícia, ele passou grande parte do seu discurso citando casos violentos ocorridos em São Paulo nos últimos tempos. E aproveitou para criticar a política de segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."Temos certeza que o presidente da República está preocupado com essa situação. Ele nasceu no Nordeste, mas construiu sua carreira política em São Paulo e há de dar a São Paulo o mesmo tratamento que vem sendo dado ao Rio de Janeiro. São Paulo vive hoje um momento muito difícil. Tenho certeza que o povo paulistano, que votou maciçamente no presidente, há de contar com ele para tirar o Estado de São Paulo desse trauma", disse. Ao tentar desviar a atenção da violência no Rio, Garotinho lembrou o assalto ao filho do governador Geraldo Alckimin, Thomaz, o roubo do carro do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o assassinato do juiz-corregedor de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, o seqüestro-relâmpago de assessores do presidente nacional do PT, José Genoino, o seqüestro da ex-nora do governador Mário Covas, e a morte do subtenente Alcir Tomazi, segurança de Leandro Luiz, filho do presidente.Ao citar o caso envolvento assessores de José Genoino, Garotinho arrancou risos da platéia de cerca de 150 policiais, ao dizer que o presidente do PT escapou do seqüestro-relâmpago porque estava penteando os cabelos. Depois voltou ao tom sério. "(esses) São fatos que chocam a população de todo o Brasil".

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