Garotinho faz nova defesa de Chiquinho da Mangueira

Mais uma vez, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, saiu em defesa do secretário de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, acusado de conivência com o traficantes de drogas. Garotinho apresentou hoje a conclusão de uma investigação do Centro de Inteligência de Segurança Pública (Cisp), feita em 1999, sobre a suposta ligação de Chiquinho com o traficante Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, chefe do tráfico na Mangueira, e que foi interrompida, segundo ele, por falta de provas. A investigação do Cisp foi realizada de janeiro a abril de 1999 - quando Garotinho era governador -, conforme explicou o então chefe do órgão, coronel Romeu Ferreira, hoje subsecretário de Inteligência de Garotinho. A informação de que Chiquinho teria envolvimento com Tuchinha chegou ao Cisp por intermédio das Forças Armadas, que, à época, apuravam a permanência de dois colombianos supostamente ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Eles teriam feito contato com comparsas de Tuchinha. O suposto objetivo dos estrangeiros seria a criação de uma federação de associações de moradores dominada por traficantes, que funcionaria como um centro de guerrilha no Rio. Para tal, eles estariam buscando o apoio de lideranças comunitárias de favelas. O nome de Chiquinho foi citado junto com outros líderes e eles passaram então a ser investigados. O coronel Ferreira informou que não conseguiu dar prosseguimento à apuração por falta de provas e considerou o teor da denúncia "fantasioso" e "falso". Procurado pelo Estado, Chiquinho disse que a história é "tão absurda" que ele não iria comentá-la. Garotinho vem defendendo o secretário de Esportes desde que surgiram as primeiras acusações contra ele, em maio, quando o então o ex-comandante do batalhão de São Cristóvão, coronel Erir Ribeiro, o acusou de pedir trégua para os traficantes do morro da Mangueira. Hoje, Garotinho disse que o documento do Cisp será encaminhado ao delegado Paulo Passos, responsável pelo inquérito sobre o caso. Ele afirmou também que não soube da investigação quando era governador.

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