Garotinho nega ter afastado coronel da PM

O secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, afirmou nesta segunda-feira que a decisão da exonerar em maio o ex-comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, de São Cristóvão, tenente-coronel Erir Ribeiro da Costa, partiu do comandante-geral da PM, coronel Renato Hottz. Garotinho disse que só tomou conhecimento das denúncias de Costa quando elas foram divulgadas pela imprensa e que o comandante poderia estar agora em outro batalhão se não tivesse ocorrido o episódio que o envolveu e ao secretário estadual de Esportes, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira. Costa acusa Chiquinho de pedir a ele uma trégua nas operações policiais no local por estar sofrendo pressão de traficantes. ?A exoneração do comandante Erir se deu por escolha do chefe da PM, coronel Renato Hottz. Como eu tinha acabado de assumir a secretaria, pedi que ele escolhesse os comandantes a serem substituídos. À secretaria de Segurança Pública, cabe a macroformulação da política de segurança?, disse Garotinho, que prestou depoimento por mais de três horas na comissão de segurança da Assembléia Legislativa (Alerj), que apura o caso. Ele disse que não tem conhecimento do envolvimento de Chiquinho com traficantes do morro da Mangueira e também não soube informar se ele tinha privilégios ao visitar traficantes em Bangu 3, como foi confirmado por agentes penitenciários do presídio. Garotinho disse que vai se manter ?imparcial? até o fim do inquérito policial e que os culpados devem ser punidos, inclusive o secretário de Esportes, se ele tiver feito qualquer ato que ?comprometa sua atitude como cidadão.?

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