Garotinho rebate críticas de Cesar Maia

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, presidente do PMDB fluminense, respondeu nesta terça-feira as críticas que recebeu do prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), por formalizar apoio à candidatura de Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto. "O Cesar Maia é uma pessoa que gosta de polêmica. Nem tudo o que ele fala deve ser levado a sério", alfinetou.Ainda nas críticas ao prefeito do Rio, Garotinho disse que Maia deve estar irritado porque o filho dele, o deputado federal Rodrigo Maia (PFL) teve menos votos para a Câmara dos Deputados do que o seu candidato, Geraldo Pudim (PMDB).O ex-governador rebateu também as críticas de que o seu apoio e de sua esposa Rosinha Garotinho pode tirar votos da candidatura de Alckmin por conta das denúncias que envolvem o casal. "Se denúncia atrapalhasse campanha, Lula não teria nem 5% dos votos", afirmou.Ao apoiar formalmente o tucano, Anthony Garotinho disse que ele é o mais preparado para reduzir os juros, retomar o crescimento e promover o desenvolvimento do País. Ele citou que já havia apoiado Lula em três campanhas presidenciais, mas agora decidiu apoiar Alckmin neste pleito porque a questão ética é muito importante, "e nunca se viu um governo (do PT) com tantos escândalos e corrupção".Segundo ele, o governo do presidente Lula age de um jeito com as pessoas comuns, mas não age do mesmo jeito com "valérioduto" e com a corrupção do seu partido. "Minha posição é em defesa do meu país, e hoje eu acredito que o melhor para o país é o Alckmin".Garotinho negou que o PMDB do Rio esteja rachado, apesar do apoio do peemedebista Sérgio Cabral (candidato ao governo fluminense) ao presidente Lula. "Eu apoio o Cabral, mas não subo no palanque com o Lula. E também não subo no palanque da Denise Frossard (candidata do PSB ao governo fluminense). Vamos fazer palanques pessoais para o Alckmin", destacou.A governadora Rosinha Garotinho disse que no primeiro turno já tinha votado em Geraldo Alckmin, e neste segundo turno vai continuar com o apoio ao tucano. Ela afirmou que o seu Estado vem sendo "muito perseguido" pelo presidente Lula, e que isso nunca ocorreu na gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. "Quando FH foi presidente, não teve retaliação com o Rio. Com o Lula, o Rio vem sendo muito perseguido, ele tira recursos do Estado e não conseguimos ter uma relação institucional", criticou. Na sua avaliação, Alckmin fará o Brasil crescer, e o carioca saberá "votar bem neste segundo turno".

Agencia Estado,

03 de outubro de 2006 | 19h10

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