Garoto morto por engano pelo pai foi escondido à festa

Desde o assassinato do filho, cabo da PM já tentou se matar três vezes

Agencia Estado

04 Julho 2007 | 17h29

O estudante José Wilker Soares da Costa, de 18 anos, assassinado pelo próprio pai, que o confundiu com um ladrão na madrugada de domingo, saiu de casa escondido para ir a uma festa. Segundo a mãe do garoto, Helena Soares de Sousa, de 44 anos, o garoto teria saído de casa escondido . Quando ele voltou, seu pai, pensando se tratar de um bandido, deu dois tiros e acertou o filho no peito. Helena define o assassinato como uma "tragédia". Segundo ela, a casa estava com as luzes apagadas, por volta das 4 horas, quando seu marido acordou ao perceber que alguém tinha entrado na casa pela porta da cozinha. "Ele se levantou com um revólver em punho e atirou, pensando que fosse um ladrão", disse Helena. "Ainda ouvi quando meu filho disse: sou eu, pai", acrescentou, chorando. Segundo ela, seu marido entrou em desespero ao perceber que tinha atirado no filho. O cabo disparou duas vezes. Apenas um tiro acertou José Wilker no peito. Sofrimento vigiado "Meu marido acordou pensando que um bandido tinha entrado na casa. Para ele, um policial que sempre protegeu a família, foi uma tragédia. No hospital, ele tentou se enforcar com um lençol, depois tentou tomar a arma de um soldado para se matar e ainda tentou se jogar debaixo de um carro", contou Helena. Nesta terça-feira, 3, o cabo passou o dia fora de casa, na companhia de um irmão, que o tem acompanhado o tempo todo, para evitar que ele se mate. Segundo Helena, foi a primeira vez que José Wilker saiu de casa escondido. Ela acha que a tragédia ocorreu por falta de diálogo. "Acho que, se ele tivesse dito que iria à festa, não teria acontecido a tragédia", acrescentou.

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