Garoto teve queimaduras de 2º grau em ataque a ônibus

O menino de dois anos ferido no incêndio de um ônibus em São Vicente, atacado com um coquetel molotov na noite de quarta-feira, 12, teve queimaduras de segundo grau, mas não corre risco. Em razão dos ferimentos, o garoto foi encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia de Santos, onde foi internado na Terapia Intensiva de Queimados. A mãe do menino, que não quis se identificar, voltava com ele par casa depois de levar o garoto ao cinema, quando o ônibus em que estavam foi atingido por um coquetel molotov, lançado por um rapaz, na altura da Avenida Penedo, no Jardim Nosso Lar, em São Vicente. Ela teve ferimentos leves, mas seu filho sofreu queimaduras de segundo grau nos dois braços e parte do antebraço esquerdo. Mãe e filho foram levados ao Centro de Referência em Emergência e Internação (CREI), junto com mais duas mulheres que estavam no mesmo ônibus.Nesta quinta-feira, o Comandante Geral da polícia Elizeu Ecler, após reunião com o prefeito Gilberto Kassab, o presidente da São Paulo Transportes (SPTrans) Ulrich Hoffman, o secretário municipal dos Transportes Frederico Bussinger e o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringela, disse que colocará uma tropa de elite à paisana circulando nos ônibus da cidade São Paulo, a mais atingida pelos ataques."É importante saber que aquele marginal que entrar em um ônibus e mandar os passageiros descerem poderá estar tratando com um policial à paisana", disse Ecler, ressaltando que os policiais não tomarão atitudes que possam colocar em risco a vida de passageiros. A tropa de elite circulará em ônibus de 20 corredores mapeados como os mais atingidos pelos ataques, onde haverá policiamento ostensivo. De acordo com o Ecler, em dois dias foram contabilizados 106 ataques a 121 em todo o Estado, sendo que destes, 68 eram ônibus, dos quais 45 circulavam na capital. Até o momento, 8 pessoas foram presas. Com o medo causado pelos ataques, muitas empresas de ônibus retiraram suas frotas das ruas.

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