Gasoduto em SC volta a funcionar em duas semanas, diz Lobão

Ministro das Minas e Energia disse que o Brasil perdeu de 2 a 4 milhões de metros cúbicos de gás por dia

Leonardo Goy e Sandra Hahn, Agência Estado

02 de dezembro de 2008 | 19h54

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse na tarde desta terça-feira, 2, que deverão ser concluídos em duas semanas os trabalhos de reparo no trecho do gasoduto Brasil-Bolívia que passa por Santa Catarina. A tubulação foi danificada com as tempestades que atingiram o Estado nas últimas semanas. A Transportadora de Gás Bolívia-Brasil (TBG) informou que a interrupção se deve ao mau tempo na região. As obras foram paralisadas no último domingo. Veja também:Mais de 5,5 mil imóveis continuam sem luzSituação de solo não mudou em SC, diz IPTDesvio é feito na principal ligação entre PR e SCComo ajudar as vítimas das chuvas em SCIML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas     O ministro afirmou que esse problema fez com que o Brasil recebesse de 2 a 4 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia a menos, por dia. Mas, segundo ele, atualmente, esse gás não está fazendo falta. Lobão informou que o presidente Lula recomendou que a Eletrobrás ajudasse o estado de Santa Catarina a trocar transformadores de postes que foram quebrados pelas chuvas. Segundo ele, a Eletrobrás já liberou R$ 65 milhões para ajudar o Estado. A Defesa Civil restringiu a circulação de pessoas no local, o que inclui o ponto em que está sendo consertado o duto rompido no dia 23 após deslizamento de terra. A TBG não alterou, até o momento, o prazo de 21 dias estimado para o reparo ao gasoduto, mas a previsão depende das condições climáticas.  Até a interrupção do trabalho, havia sido concluída a preparação do terreno e três tubos foram perfilados, prontos para a soldagem. Por causa do rompimento no gasoduto, a maior parte de Santa Catarina deixou de receber gás natural e também o Rio Grande do Sul.

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