Gasolina adulterada rendia R$ 10 milhões por semana

O golpe da falsificação de combustível descoberto pela Polícia Civil envolve cerca de cem pessoas, movimentava por dia 1,5 milhão de litros de gasolina adulterada com solvente e rendia mais de R$ 10 milhões por semana. A quadrilha tinha refinarias clandestinas que abasteciam uma rede de 400 postos com bandeira e outros 400 sem bandeira no País. Duas das refinarias ficavam em Suzano, na Grande São Paulo, e Paulínia, no interior do Estado. O delegado Aldo Galiano Júnior, da Seccional de Polícia Leste, que coordena as investigações, apontou como chefe do grupo o comerciante Antonio Gomes de Mello, dono de uma rede de postos. "Ele montou um esquema que atinge São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rio." Galiano acredita ter descoberto a "ponta de um imenso cartel" e afirmou estar investigando também a participação de duas empresas de "bandeiras conhecidas", consideradas idôneas, no esquema da adulteração e venda do combustível com solvente.

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