Gatos de Campinas, salvos de uma morte injusta

Os 22 gatos que seriam sacrificados em agosto do ano passado em Campinas por suspeita de terem contraído raiva estão salvos: não manifestaram a doença durante o período de observação a que foram submetidos. Eles viviam soltos no Bosque dos Jequitibás e foram salvos do sacrifício após intervenção da União Protetora dos Animais (UPA) e outras entidades de Campinas, que conseguiram um abrigo para que permanecessem em quarentena. De acordo com o presidente da UPA na cidade, Feliciano Nahimy Filho, a entidade irá montar uma feira, no próximo sábado, na entrada principal da Lagoa do Taquaral, partir das 10 horas, para doação dos animais.A Vigilância Sanitária de Campinas apreendeu os gatos e anunciou o sacrifício após a confirmação de um caso de raiva animal em um morcego nas proximidades do bosque. A alegação foi de que a eutanásia é recomendada nesses casos pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Nacional de Controle de Raiva como forma de evitar um surto da doença. Os defensores de animais protestaram e conseguiram que eles fossem levados a um abrigo onde permaneceram em observação. Segundo Nahimy Filho, a Vigilância avaliou os gatos e os liberou do período de observação.

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